Acho que 99% da população dirão, sem hesitar, que o Sol é amarelo. Será?
Como qualquer estrela, o Sol emite radiação em diferentes comprimentos de onda. No nosso dia a dia, isso pode ser traduzido como “várias cores”. Cada comprimento de onda equivale a uma cor diferente; inclusive as cores que não vemos.
Raios gama, os comprimentos mais curtos (e mais energéticos), por exemplo, são emanações do Sol que não vemos. Ondas de rádio (comprimentos longos, pouco energéticos) também.
O pico das emissões solares se situa na zona espectral que chamamos de “visível”. Na verdade, nossos olhos evoluíram desta maneira, privilegiando esta determinada faixa eletromagnética justamente porque é ela a principal emitida pelo Sol!
E, dentro da faixa espectral visível, onde está o pico de emissão? Na cor amarela, certamente… Errado! O pico de emissão solar varia muito pouco, e se situa entre 475 e 500 nanômetros (o que é um nanômetro? Pegue um metro e divida em um bilhão de pedacinhos; cada pedacinho desses tem um nanômetro de comprimento!). Essas medidas de comprimento de onda equivalem, respectivamente, ao azul e ao verde.
Nosso cérebro “mistura” essas informações e acabamos interpretando a cor do Sol como sendo amarela. Mas, na verdade, o Sol é verde-azulado, se fôssemos realmente definir uma cor para a sua superfície. Quem diria, hein?
Este espaço é dedicado a aprendizagem colaborativa e à divulgação dos trabalhos realizados nas Escolas Profa Gilka Drumond e Dr. José Gonçalves.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
O indio no periodo colonial Brasileiro
Índios, Gentios, Negros da Terra: O termo índio como nos é conhecido hoje deriva de um “suposto” erro do navegador Cristóvão Colombo, que acreditando ter chegado as índias denominou os habitantes da terra de índios.
Apesar do mau uso do termo em que os habitantes foram denominados, convencionou-se a chamar de índio toda e qualquer pessoa que aqui vivia antes da chegada dos europeus, mesmo que a população aqui encontrada seja diferente da população encontrada pelos espanhóis na América central. Além dessas imensas diferenças externas, existia também uma grande diferença interna, dentro do imenso território da América Portuguesa. Outros termos também foram designados para se falar dos índios, como por exemplo: Gentios, usado para designar todos os que não eram cristãos e Negros da terra, como os portugueses já conheciam a exploração de negros africanos, denominou-se negros da terra para os índios explorados que aqui viviam.
Tal heterogeneidade pode ser constatada na vida antes da chegada dos portugueses aqui no Brasil. A vida era muito variada de tribo para tribo, região para região, apesar de haver muitas diferenças entre eles, existia também muitas coisas em comum. De modo geral os indígenas não eram apenas caçadores e coletores, os índios exerciam também trabalho no campo, a agricultura. Plantavam a mandioca, batata-doce, amendoim, feijão, abóbora, plantas que eram usadas na medicina própria, em rituais e etc. Além da pesca e caça de pequenos animais, pois os animais de grande porte como vacas e cavalos foram trazidos pelos europeus posteriormente.
Com a chegada dos europeus na nova terra e o choque dessas duas culturas, ficou claro que as diferenças eram enormes, os nativos brasileiros tinham costumes que para os portugueses eram ou desconhecidos ou no mínimo estranhas, como por exemplo, a prática indígena de ofertar mulheres aos hóspedes. Outro exemplo dessas diferenças era a poligamia, que não chegou a existir de forma geral na cultura ameríndia, mas que aparentemente chocou os pudicos portugueses com sua moral cristã, apenas aparentemente. A visão dos portugueses em relação aos índios logo na sua chegada foi um misto de estranheza e encantamento principalmente pelo fato de andarem nus e não terem vergonha disso, sua língua que era totalmente diferente davam, aos portugueses duas alternativas: ou aprendiam as língua e dialetos dos índios ou ensinavam o português a eles. Os Jesuítas acharam estranho o fato de que algumas tribos viviam em sossego enquanto outras tribos viviam em constantes guerras umas com as outras, as crises diplomáticas foram utilizadas muito bem a favor dos portugueses. Mas o pensamento de encantamento principalmente dos jesuítas mudou quando conheceram seus rituais sagrados, curandeirismo e principalmente o canibalismo, tanto o endocanibalismo, onde eles comiam algum parente morto por motivos principalmente religiosos e o exocanibalismo, onde comiam inimigos capturados nas guerras, para adquirir sua força e coragem.
As relações incestuosas deixam claro tais diferenças de pensamentos culturais, para os índios o parentesco verdadeiro vinha da parte dos pais. Sendo assim não viam problemas em ter relações sexuais com as filhas de suas irmãs ou com qualquer parente que não seja da linhagem de seu pai. O asseio do corpo praticado pelos ameríndios foi também uma das práticas que surpreendeu os europeus de forma geral, o asseio com vários banhos de rios foi recebido pelos europeus como algo estranho tendo em vista que os mesmos não tinham costumes de tomar banho sempre. Com a chegada dos europeus ao Brasil, aos poucos se desorganizara a vida social e econômica indígena.
Os índios foram usados pelos portugueses como meio de adaptação a terra, aos costumes, aos alimentos, em geral a vida na nova terra. Para isso tiveram que definir dois tipos de índios, os amigos e os inimigos. Aproveitando-se dessa divisão e utilizando os primeiros contra os últimos para fazerem guerras e obterem escravos.
Com os índios amigos trabalhando para os portugueses e ainda escravizando os inimigos podemos dizer que tanto os índios amigos como os inimigos estavam inconscientemente ficando a mercê dos portugueses.
A primeira forma de exploração que se viu aqui foi a troca também conhecida como escambo, os portugueses davam produtos seus em troca de algum tipo de trabalho, alimentos e até mesmo escravos que eram capturados pelos indígenas para os portugueses. Aos poucos os índios estavam deixando toda sua cultura e passando a viver a vida que os portugueses estavam querendo que eles vivessem. Os índios foram explorados de três maneiras: O trabalho, obrigatório ou não, sendo pago aos índios uma remuneração quase sempre irrisória, a outra forma era a escravidão propriamente dita e a terceira o regime de administração, que seria um tipo de escravidão na qual os índios seriam forros ou livres formalmente, pois na prática continuariam sendo escravos. Além de tudo havia os jesuítas com seu trabalho de evangelização dos índios ao catolicismo o que fez ainda mais os índios se desvincularem de sua cultura original, com a introdução, por exemplo, do uso da roupa, que foi largamente contestado pelas índias, pois assim, segundo elas, ficaria mais difícil para tomarem banhos regularmente como era de costume. Sem contar que tais roupas trouxeram várias doenças para os índios, como doenças respiratórias e de pele. Os mesmos jesuítas travaram uma longa disputa em função da escravização dos índios, a Coroa estava querendo ganhar lucros com a terra para isso teria que explorá-los enquanto os jesuítas entendiam que os índios não poderiam ser explorados e sim cristianizados, podendo assim explorar e guerrear contra aqueles que não aceitassem o catolicismo, a chamada guerra justa. A forma de pensamento dos portugueses em relação aos índios era bem simples: para os índios que implantasse resistência à ocupação do território ou que não aceitassem a conversão ao cristianismo, à resposta seria a violência, com aprisionamento e morte de tribos inteiras, o aprisionamento dos chefes dos índios entre outras coisas.
Com tudo isso e ainda muitas doenças trazidas pelos europeus e que com o contato com o indígena dizimou milhares e milhares de índios, a degradação não só da cultura, mas do próprio índio ficou evidente. A brusca passagem do nomadismo para o sedentarismo, o trabalho diário e contínuo, além de guerras mais freqüentes que o normal contra os portugueses e no caso dos índios amigos contra outras tribos, guerras financiadas pelos portugueses, mudou completamente o metabolismo, o ritmo de vida e o esforço físico indígena, causando desta maneira a dizimação de milhares de índios.
Não houve para o indígena, em relação à preservação de sua cultura, quase nenhuma vantagem desse encontro com os portugueses, tal contato foi em grande parte dissolvente apesar de muito da cultura indígena está viva hoje principalmente nos interiores, com seus alimentos como o milho, mandioca, abóbora, a muqueca, o caju, e outros costumes como o pé descalço, o tabaco, o banho de rio e etc. Apesar desse contato com os indígenas é certo que existia no período colonial inteiro tribos indígenas que viviam no sertão brasileiro e que não entraram em contato com a cultura portuguesa, sendo assim tal cultura continuou viva por muito mais tempo do que as tribos litorâneas.
Bibliografia Auxiliar
3.Casa-Grande e Senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal/ Gilberto Freyre- 51ª ed. revista - São Paulo: Global 2006.
4. Dicionário de conceitos históricos/ Kalina V Silva e Marciel Henrique Silva- 1º ed. - São Paulo: contexto
Bibliografia Complementar
1. História do Brasil/ Boris Fausto – 13º ed. – São Paulo: EDUSP.
2. Segredos internos: Engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835/ Stuart B. Schwartz; Tradução Laura Teixeira Motta. – São Paulo: Companhia das letras, 1988.
3. História dos índios no Brasil/ Manuela Carneiro da Cunha – 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Exibição do filme: “As Bruxas de Salém” de 1996.
Objetivos:(Inquisição / Mercantilismo/Colonialismo)
Nós que ao filme "As bruxas de Salém", notamos que tudo não passava de uma simples brincadeira de criança, algumas meninas e adolescentes (contavam entre nove e vinte anos) foram flagradas à noite numa floresta, algumas nuas, dançando e cantando ao redor de uma fogueira. Na verdade, tratava-se apenas de uma simpatia, mero ritual de invocação de espíritos para satisfação de pedidos de casamento e de desejos de amores não-correspondidos, dirigido por uma escrava de Barbados, chamada Tituba. Tal cena seria esquecida se não fosse o fato de que, inexplicavelmente, as duas meninas mais jovens caíssem em um estranho coma. O fenômeno, obviamente, foi interpretado como feitiçaria, que foi levado muito a sério na colônia americana. Uma delas, Abigail Williams (que na vida real possuía apenas 12 anos na época), que assim como várias meninas de sua idade, tiveram os pais mortos pelos índios, (Winona Ryder), tinha se envolvido com John Proctor (Daniel Day-Lewis), um fazendeiro casado, quando trabalhou para ele, mas após o fim do caso foi despedida. Assim, desejava a morte de Elizabeth Proctor (Joan Allen), a esposa deste. Elas são descobertas no seu "ritual" e, acusadas de bruxaria, provocando uma histeria coletiva que atinge várias pessoas, sendo que Abby, a jovem desprezada por John, faz várias acusações até ver Elizabeth ser atingida.
A peculiaridade do tema, nos da pontos importantes para reflexão histórica: a colonização inglesa na América do Norte, o papel da religiosidade na vida social do cristão, a situação social da mulher no século XVII. O episódio da caça às bruxas ocorreu na localidade de Salém, Massachussets, entre 1692 e 1693, e como qualquer comunidade de colonização puritana na América Inglesa do final do século XVII, possuía em estado latente as tensões que acabaram por desencadear a "caça as bruxas". Com efeito, a colonização da Nova Inglaterra, realizada por comunidades de protestantes ingleses que se autodenominavam "puritanos", foi à construção de uma comunidade sagrada, fora do alcance da perseguição da realeza britânica.
Nessas comunidades, acreditava-se que eram constituídas segundo um plano divino para a redenção humana, era corrente a idéia de que a formação de cidades e vilas relativamente prósperas, num local inicialmente hostil, era sinal de que a mão de Deus os guiava. Os colonos europeus na América do Norte não eram exceção, entre a vida social e a vida religiosa, sentiam a presença de Deus. Por causa disso, muitos dos conflitos sociais dessa época assumiam linguagem religiosa, pois era essa uma das seivas da vida social associando intimamente o poder divino com o poder terreno. Os membros da Igreja puritana reservavam para si os cargos públicos, juntamente por acreditarem que era o dever do Estado apoiar a Igreja, cobravam dos fieis o comparecimento aos cultos, mesmo os que não eram membros, exigiam uma moralidade estrita e tudo mais que aumentasse as possibilidades de salvação de todos os membros da comunidade. Com isto vemos o medo do desconhecido e a necessidade de dar sentido ao mundo que nos cerca levando o homem a fundar diversos sistemas de crenças, cerimônias e cultos, quase sempre centrados na figura de um ente supremo, que o ajuda na busca da compreensão do significado último de sua própria natureza, deflagrando distúrbios de comportamento que vêm sendo um motivo de preocupação crescente, um comportamento como esse, que vem a ser um sintoma claro de esquizofrenia.
Nós que ao filme "As bruxas de Salém", notamos que tudo não passava de uma simples brincadeira de criança, algumas meninas e adolescentes (contavam entre nove e vinte anos) foram flagradas à noite numa floresta, algumas nuas, dançando e cantando ao redor de uma fogueira. Na verdade, tratava-se apenas de uma simpatia, mero ritual de invocação de espíritos para satisfação de pedidos de casamento e de desejos de amores não-correspondidos, dirigido por uma escrava de Barbados, chamada Tituba. Tal cena seria esquecida se não fosse o fato de que, inexplicavelmente, as duas meninas mais jovens caíssem em um estranho coma. O fenômeno, obviamente, foi interpretado como feitiçaria, que foi levado muito a sério na colônia americana. Uma delas, Abigail Williams (que na vida real possuía apenas 12 anos na época), que assim como várias meninas de sua idade, tiveram os pais mortos pelos índios, (Winona Ryder), tinha se envolvido com John Proctor (Daniel Day-Lewis), um fazendeiro casado, quando trabalhou para ele, mas após o fim do caso foi despedida. Assim, desejava a morte de Elizabeth Proctor (Joan Allen), a esposa deste. Elas são descobertas no seu "ritual" e, acusadas de bruxaria, provocando uma histeria coletiva que atinge várias pessoas, sendo que Abby, a jovem desprezada por John, faz várias acusações até ver Elizabeth ser atingida.
A peculiaridade do tema, nos da pontos importantes para reflexão histórica: a colonização inglesa na América do Norte, o papel da religiosidade na vida social do cristão, a situação social da mulher no século XVII. O episódio da caça às bruxas ocorreu na localidade de Salém, Massachussets, entre 1692 e 1693, e como qualquer comunidade de colonização puritana na América Inglesa do final do século XVII, possuía em estado latente as tensões que acabaram por desencadear a "caça as bruxas". Com efeito, a colonização da Nova Inglaterra, realizada por comunidades de protestantes ingleses que se autodenominavam "puritanos", foi à construção de uma comunidade sagrada, fora do alcance da perseguição da realeza britânica.
Nessas comunidades, acreditava-se que eram constituídas segundo um plano divino para a redenção humana, era corrente a idéia de que a formação de cidades e vilas relativamente prósperas, num local inicialmente hostil, era sinal de que a mão de Deus os guiava. Os colonos europeus na América do Norte não eram exceção, entre a vida social e a vida religiosa, sentiam a presença de Deus. Por causa disso, muitos dos conflitos sociais dessa época assumiam linguagem religiosa, pois era essa uma das seivas da vida social associando intimamente o poder divino com o poder terreno. Os membros da Igreja puritana reservavam para si os cargos públicos, juntamente por acreditarem que era o dever do Estado apoiar a Igreja, cobravam dos fieis o comparecimento aos cultos, mesmo os que não eram membros, exigiam uma moralidade estrita e tudo mais que aumentasse as possibilidades de salvação de todos os membros da comunidade. Com isto vemos o medo do desconhecido e a necessidade de dar sentido ao mundo que nos cerca levando o homem a fundar diversos sistemas de crenças, cerimônias e cultos, quase sempre centrados na figura de um ente supremo, que o ajuda na busca da compreensão do significado último de sua própria natureza, deflagrando distúrbios de comportamento que vêm sendo um motivo de preocupação crescente, um comportamento como esse, que vem a ser um sintoma claro de esquizofrenia.
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