terça-feira, 20 de setembro de 2011

Escola Gilka Drumond 1º Ano

Acabaram-se minhas férias prêmio, agora é hora de voltar ao trabalho.
Um resumo rápido do que vocês viram com a professora substituta.
Inconfidência Mineira X Conjuração Baiana

A Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana foram dois movimentos representativos da insatisfação colonial perante o governo metropolitano, caracterizados como conspirações de caráter separatista e anticolonial e quando comparados ora apresentam semelhanças, ora diferenças quanto aos interesses almejados e a origem social. Abaixo alguns pontos que apresentam essas semelhanças e diferenças.
SEMELHANÇAS
- Separatistas, pretendiam a ruptura com a metrópole
Importante observar nesse ponto que a intenção separatista era de alcance regional, pois ainda não havia a intenção de libertar toda a colônia brasileira, levando-se em conta que naquele momento não existia uma identidade nacional construída, desmontando assim a ideia errônea que ainda se tem dessas conspirações como movimentos que pretendiam a “independência do Brasil”. Evidentemente que já demonstram uma rejeição contra o domínio metropolitano que mais tarde, no século XIX, vai se moldar em um movimento de independência carregado, entre outros fatores, de um certo sentimento nacionalista.
- Ideal republicano
Os dois movimentos colocaram em suas pautas conspiratórias a intenção de fundar governos republicanos após a ruptura e separação do domínio português. Isso se deve ao fato de que ambos os movimentos tiveram contatos com outros movimentos que traziam em seus conteúdos o ideal republicano.
- Inspiração
Buscaram inspiração em movimentos externos como o Iluminismo, a Independência dos EUA e a Revolução Francesa, como exemplos de movimentos que questionavam a ordem vigente sustentada no Antigo Regime e em seus tentáculos como o pacto colonial e o mercantilismo. Os integrantes da Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana tinham contatos com esses movimentos ideológicos e revolucionários por meio de livros que chegavam clandestinamente na colônia e por meio de pessoas da elite colonial que estudavam nas universidades européias e voltavam com as novidades ideológicas. Obras iluministas, como a Enciclopédia, circulavam pela colônia, o próprio Tiradentes possuía a “Coleção das Leis Constitucionais dos Estados Unidos da América”, escrita em francês, e o tenente Hermógenes Aguiar, envolvido na conspiração baiana, possuía obras de Voltaire. Vale ressaltar que a conspiração mineira não se inspirou na Revolução Francesa, foram episódios paralelos sendo que a conspiração começou a ser desmantelada em maio de 1789 e a revolução na França eclodiu em julho do mesmo ano.
- Peso tributário e pacto colonial
Embora as propostas e a origem das reivindicações tenham sido diferentes de um movimento para o outro, pelo menos os dois tinham em comum a mesma reclamação contra a pesada cobrança tributária do governo português e a sua amarra econômica denominada pacto colonial. Se pela Conjuração Baiana a carga tributária tornava ainda mais miserável a vida das camadas mais pobres de Salvador, o peso tributário nas Minas foi sentido pela elite mineira cada vez mais endividada e na mira do fisco metropolitano. Ambos almejavam uma proposta econômica embasada na liberdade comercial, o que não era possível mediante a imposição do pacto colonial pela metrópole.
- Pena capital
Nos dois casos aqueles que foram considerados líderes do movimento foram executados na forca, esquartejados e as partes dos corpos foram expostas em praça pública e nos dois casos os elementos identificados com a elite local tiveram a pena modificada ou mais abrandada poupando esses envolvidos da elite da execução capital.
DIFERENÇAS
- Caráter elitista e popular.
Uma acentuada diferença entre as duas conspirações encontra-se no seu núcleo de organização. Enquanto a Inconfidência Mineira foi pensada e articulada por elementos da elite local, a Conjuração Baiana apresentou um impulso popular, sendo os seus conspiradores pessoas identificadas com as camadas mais pobres de Salvador.
Entretanto não se pode afirmar que alguns elementos da elite não tenha se articulado com os populares da conspiração baiana. Militares, religiosos e profissionais liberais estiveram presentes na Conjuração Baiana embora tenha se afastado do movimento ao perceber que as propostas eram muito radicais e aprofundadas, muito além das propostas identificadas com os interesses da elite local.
- Divulgação
A Inconfidência Mineira se caracteriza como uma conspiração fechada, secreta, sem qualquer possibilidade de divulgação de um ideal revolucionário, ficando a intenção do movimento confinada ao conhecimento do grupo envolvido. A Conjuração Baiana teve um caráter de divulgação panfletária. Folhetos foram afixados e distribuídos pelos locais públicos de Salvador, difundido ideais de liberdade e igualdade.
- Propostas
As propostas da Conjuração Baiana estavam revestidas de um ideal de alcance social muito maior que a Inconfidência Mineira, defendo por exemplo o igualitarismo social e a o fim dos privilégios de classe, destacando o seu caráter abolicionista. Os ideais da Inconfidência Mineira atendiam os interesses da elite local. A questão da escravidão entre os mineiros não foi um assunto consensual até mesmo porque muitos dos envolvidos eram donos de escravos.
- Delação
A denúncia na Inconfidência Mineira partiu de um dos integrantes do grupo, Joaquim Silvério, por vontade própria, recebendo em troca da delação o perdão das suas dívidas com o fisco português. No caso da Conjuração Baiana, a distribuição de panfletos levou as autoridades locais aos envolvidos, pois aqueles que distribuíam panfletos foram descobertos, presos e sob ameaças de morte, obrigados a entregar todos os envolvidos
                                                                                                                           Armazém da História

E.E. Profa Gilka Drumond de Faria

3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil


Ficamos a uma fase da final...
Mas mesmo assim estamos felizes com o resultado, desbancamos cerca de 12 mil equipes, muito bom por ser a nossa primeira participação. Ano que vem participaremos novamente e estamos confiantes num bom resultado.
Parabéns a minha Equipe Laísa, Pedro e Nilo, e um agradecimento especial ao professor Claudemir que tanto nos incentivou.



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Manoel da Costa Rezende 2º Ano


Clima


Resumo: muitas pessoas confundem clima com o tempo. Mas será que há diferença entre os dois? É o que veremos nesta lição, bem como os fatores que influenciam o clima e os seus elementos. Também será mostrado uma visão geral dos principais climas do mundo.

O Clima

O clima pode ser definido como sendo o comportamento da atmosfera ao longo do ano, é constante, em um ponto qualquer da superfície da Terra.

O clima não pode ser confundido com o tempo. Por exemplo: se dizemos que o dia ontem estava quente, estamos nos referindo ao tempo. Mas, se dissermos que na Amazônia o tempo é quente e úmido o ano inteiro, estamos nos referindo ao clima da região. O tempo portanto, é algo passageiro, é como o ar está naquele  momento.

Fatores do clima

Cada região tem seu próprio clima, isto porque os fatores climáticos modificam os elementos do clima. Os fatores climáticos são:

- Latitude

Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. Quanto mais longe do Equador a incidência de luz solar é menor.

- Altitude

Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de umidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação.

- Massas de ar

Apresentam características particulares da região em que se originaram, como temperatura, pressão e umidade, e se deslocam pela superfície terrestre. As massas podem se polares, tropicais ou equatoriais.

As massas de ar tropicais se formam nos trópicos de Capricórnio e de Câncer.

Elas podem se formar na altura dos oceanos (oceânicas) e serem úmidas; serão secas se forem formadas no interior dos continentes (continental).

As massas polares são frias. Isto porque elas se formam em regiões de baixas temperaturas, como o nome já diz, nas regiões polares. Elas também são secas, visto que as baixas temperaturas não possibilitam uma forte evaporação das águas.

As massas equatoriais são quentes, se formam próximas a linha do Equador.

O encontro de duas massas, geralmente uma fria e outra quente, dá-se o nome de frente. Quando elas se encontram ocorre as chuvas e o tempo muda.

- Continentalidade

A proximidade de grandes quantidades de água exerce influencia na temperatura. A água demora a se aquecer, enquanto os continentes se aquecem rapidamente. Por outro lado, ao contrário dos continentes, a água demora irradiar a energia absorvida. Por isso, o hemisfério Norte tem invernos mais rigorosos e verões mais quentes, devido a quantidade de terras emersas ser maior, ou seja, sofre influencia da continentalidade, boa parte deste hemisfério.

- Correntes Marítimas

São massas de água que circulam pelo oceano. Tem suas próprias condições de temperatura e pressão. Tem grande influencia no clima. As correntes quentes do Brasil determina muita umidade, pois a ela está associada massas de ar quente e úmida que provocam grande quantidade de chuva.

- Relevo

O relevo pode facilitar ou dificultar as circulações das massas de ar, influindo na temperatura. No Brasil, por exemplo, as serras no Centro-Sul do país formam uma “passagem” que facilita a circulação da massa polar atlântica e dificulta a massa tropical atlântica.

- Vegetação

A vegetação impede a incidência total dos rios solares na superfície. Por isso, com o desmatamento há diminuição de chuvas, visto a umidade diminuir, e há um aumento da temperatura na região.


 O Tempo

O tempo refere-se ao estado momentâneo que ocorre em um determinado local a partir do ar atmosférico que pode ocorrer de maneira lenta ou rápida. Em diferença, o clima refere-se ao conjunto de condições atmosféricas que ocorrem em determinados locais de forma marcante. Dessa forma, pode-se simplificar dizendo que o clima é a junção dos tipos de tempo que ocorrem em uma determinada região, tornando-se uma característica da mesma. O tempo pode mudar de uma hora pra outra. Em uma região onde o sol está forte, pode em questão de minutos ter o céu coberto por nuvens que inibem o calor do sol e traz um clima agradável. Isso é possível graças às massas de ar que se deslocam e flutuam pela troposfera, influenciando o tempo e conseqüentemente o clima de diversos locais do planeta. O tempo pode se modificar diversas vezes em um só dia: de manhã o céu está claro ausente de nuvens, ao meio-dia o céu já apresenta poucas nuvens, às 14: 00 o céu está completamente coberto por nuvens, porém às 16:00 as nuvens se dissipam e o dia se torna abafado. As condições do tempo e as características do clima conseguem influenciar em toda a rotina humana, pois existem atividades que somente são realizadas em um determinado tempo com distintas características climáticas, ou seja, não é possível realizar algumas atividades se o tempo e o clima não estiverem propensos para tal. 

Gilka Drumond - 3ª Olimpíada Nacional em História‏

"Não há invenção mais rentável que a do conhecimento"
Passamos a 2ª Fase, fico muito feliz pela minha equipe, que está demonstrando, compromisso e garra; ficar mais de três horas lendo e discutindo uma prova, levando a opinião do outro em consideração, e em conjunto chegarmos a uma única conclusão, é tarefa árdua.
Por isso mais uma vez, expresso aqui o carinho e confiança que tenho por cada um dos integrantes da nossa Equipe, e sei também que temos a possibilidade de ir para a Grande Final!!!
Abraços a todos....

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Gilka Drumond - 3ª Olimpíada Nacional em História‏

"A sabedoria é uma construção sólida e única, na qual cada parte tem seu lugar e deixa sua marca." 
                                                                                                             
Parabéns a nossa Equipe 'Gilka Drumond"!!!!.
Fechamos a prova da 1ª Fase....UAUUUUUU rsrs
Então... rumo à 2ª Fase!!!!!

Feliz demais rsrss

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

2º Ano Manoel da Costa Rezende

Textos Complementares

O que causa os terremotos?

Os terremotos são causados pela movimentação das placas tectônicas, um grupo de doze grandes blocos da crosta terrestre onde estão assentados os oceanos e continentes. Essas placas estão em constante movimento, à deriva sobre o magma incandescente que se movimenta abaixo delas.



Principais Placas tectônicas
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Os tremores ocorrem normalmente ao longo da junção entre essas placas, que colidem, afundam ou deslizam entre si, liberando grande quantidade de energia.
A velocidade com que as placas deslizam ou colidem varia entre poucos milímetros até 10 ou mais centímetros por ano.


Escala Richter
A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos no Sul da Califórnia. A escala representa a energia sísmica liberada durante um terremoto e se baseia em registros sismográficos. A escala Richter aumenta de forma logarítimica, de maneira que cada ponto de incremento significa um aumento 10 vezes maior no registro sismográfico. Dessa forma, a onda de sismo de magnitude 4.0 é 100 vezes maior que a onda de um sismo de 2.0. No entanto, é importante salientar que o que aumenta é a amplitude das ondas sismográficas e não a energia liberada. Em termos gerais a energia de um terremoto aumenta 33 vezes para cada grau de magnitude, ou aproximadamente 1000 vezes a cada duas unidades

O Brasil está livre dos terremotos?

Como explicado, os terremotos ocorrem ao longo da junção entre as placas tectônicas. O Brasil, por se localizar no centro de uma dessas placas - a sul-americana - não sofre os efeitos do atrito entre elas, ficando portanto livre dos abalos de origem tectônica. No entanto, todas as placas têm falhas em seu interior e a posição do Brasil não é exceção.

Falhas geológicas no Brasil
Conhecidas como falhas geológicas, essas ranhuras são similares a cicatrizes na crosta terrestre e são as principais causas dos tremores de terra registrados no Brasil. Quando uma movimentação anômala ocorre próxima a essas fendas, existe uma tendência natural de estabilização do solo abaixo delas que muitas vezes produzem as chamadas "acomodações", quando blocos inteiros sob a superfície desmoronam sobre espaços vazios. Com raras exceções, os terremotos no Brasil não ultrapassam 3.0 graus de magnitude e muitas vezes nem são registrados. No entanto, quando acontecem em áreas povoadas com estruturas pobres podem provocar danos significativos.Única vítima Até hoje, apenas uma pessoa morreu vítima de terremoto no Brasil. O fato ocorreu em 9 de dezembro de 2007, na cidade de Caraíbas, em Minas Gerais, após um terremoto de 4.9 graus que atingiu o local. A vítima foi uma criança e na ocasião 76 casas desabaram.Maior terremoto no Brasil O terremoto mais intenso já registrado no Brasil ocorreu em Porto dos Gaúchos, no norte de Mato Grosso, em 31 de janeiro de 1955. Na ocasião os sismógrafos registraram 6.2 graus de magnitude. O Estado de São Paulo também já registrou abalos significativos. Em 1922 um violento abalo de 5.2 graus foi registrado na cidade de Mogi-Guaçu e em 22 de abril de 2008, outro tremor de 5.2 graus ocorrido no litoral paulista foi sentido com muita intensidade em diversas cidades do Estado, além de Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.
Observe o "Círculo de Fogo" abaixo.
Os grandes  focos ou concentração de vulcões e de epicentros (local onde se inicia um terremoto no mar) de  terremotos no mundo são a orla do oceano Pacífico, o chamado “Círculo de Fogo”. 
Pontos de origem dos terremotos.
Quando o terremoto se inicia em pontos no interior dos continentes ou da crosta terrestre temos o nome de hipocentros, para estes pontos de origem.













quinta-feira, 18 de agosto de 2011

6º Ano - Geografia - Solos

Hoje apresentamos os solos, a sua formação, de rocha, solo novo e maduro. Apresentamos os horizontes, como o O (orgânico), A, B, C, R (rocha matriz). Comentamos sobre a questão da floresta amazônica de grande exuberância, mas que o desmatamento acaba evidenciando o solo pobre tropical que recebe 
enxurradas retirando as propriedades húmicas do solo.

A formação dos solos é um processo muito lento, tem uma longa duração e depende vários fatores, contudo segue sempre as mesmas etapas.

O elemento principal deste processo, denominado por Rocha Mãe é fundamental na definição do tipo de solo que se irá formar.


1º Etapa - A rocha mãe surge à superfície da Terra.





2º Etapa - Os fatores externos, como o vento, a água, a temperatura e os seres vivos, vão desgastando a rocha, provocando a sua fragmentação e a alteração química.






3º Etapa - Os restos de seres vivos colonizam a rocha juntamente com as partículas resultantes da fragmentação desta. Quando os seres vivos morrem, os fragmentos da rocha que se vão originando, acumulam-se formando um solo pouco espesso, o solo primitivo.



4º Etapa- Surgem pequenas plantas com raízes e pequenos animais, como os insetos. Estes seres vivos facilitam a fragmentação da rocha e, quando morrem, a matéria orgânica torna o solo mais complexo.




5º Etapa - Por último, começam a desenvolver-se plantas e a surgirem animais de maior porte. Os restos deste organismo e os materiais resultantes da sua decomposição vão enriquecendo o solo, que acaba por ficar constituído por várias camadas distintas, originando um solo maduro.



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Intemperismo por agentes químicos e biológicos


A ação de organismo no ambiente também está relacionada a formação de partículas que irão compor o solo. Os liquens ao se instalarem numa rocha ele libera alguns ácidos que ajudam a decompô-la que leva a formação de um solo que depois servirá de substrato para o desenvolvimento de plantas. Os organismos decompositores como os fungos e as bactérias obtêm seu alimento da matéria orgânica que está no solo. Quando os seres vivos morrem e deixam restos no meio ambiente a matéria orgânica é decomposta e os sais minerais voltaram a fazer parte do solo em forma de nutrientes. Os solos mais férteis são aqueles que são ricos em nutrientes orgânicos e minerais.