quarta-feira, 27 de abril de 2011

1º Ano -História Gilka Drumond- O Escravismo Colonial


O escravismo colonial
A escravidão existia na África muito antes da chegada dos europeus, sancionada pelas leis e pelos costumes das várias regiões desse continente. O sofrimento, imposto pelo tráfico negreiro, começava em terras africanas, antes mesmo de os cativos serem embarcados nos navios negreiros.
No primeiro século da escravidão, os índios representaram a principal mão de obra nas atividades econômicas da América Portuguesa.
Gradativamente, foram sendo substituídos pelos africanos, que se tornaram, como disse um cronista da época, “as mãos e os pés” dos senhores. Entre o final do século XVI e as últimas décadas do século XIX, os escravos negros tornaram-se a mão de obra por excelência da América Portuguesa.
A economia agroexportadora necessitava, para sua realização, de grandes extensões de terra, especialmente de um só produto e mão de obra compulsória. A disponibilidade de terras na América Portuguesa poderia gerar, se houvesse a predominância do trabalho livre, o trabalho familiar, o minifúndio, estatutos incompatíveis com as necessidades de exportação agrícola da metrópole. Assim, o trabalho escravo completava o latifúndio e a monocultura, imprescindíveis para o sucesso da economia agroexportadora implantada na América Portuguesa.



A substituição do trabalho indígena pelo trabalho escravo africano pode ser explicada por uma série de fatores. A metrópole possuía o monopólio do tráfico negreiro, e os traficantes portugueses trataram de convencer os proprietários de terras que os negros eram melhores trabalhadores que os indígenas. A Igreja ajudou bastante nesse trabalho de convencimento, uma vez que condenava a escravidão indígena. Por isso, gradativamente, a mão de obra tornou-se preponderante nas atividades econômicas da América Portuguesa.
Os indígenas também continuaram trabalhando sob a vigilância e o comando dos jesuítas nas chamadas reduções, onde se exploravam as drogas do sertão – pimenta, cravos e outras especiarias – em especial na região norte da América Portuguesa. Foram também utilizados nas áreas de criação de gado e na exploração de terras minerais.
Ser escravo na América Portuguesa
Os escravos negros foram empregados, no Brasil, nas mais diversas atividades.
Nas áreas de produção de açúcar, os negros cuidavam do plantio da cana, da limpeza dos canaviais, retirando as ervas daninhas, da colheita, do transporte da cana dos canaviais às moendas, das fornalhas e das caldeiras nos engenhos.
O engenho funcionava durante o dia e à noite. Alguns escravos trabalhavam exclusivamente no setor fabril do engenho. Outros se dedicavam, de dia, ao trabalho nos canaviais e, à noite, nas moendas que funcionavam dezoito a vinte horas por dia, interrompendo seu funcionamento apenas para a limpeza do maquinário. Era nesse curto espaço de tempo que os escravos descansavam.
Entretanto, não foi só nas plantations açucareiras que predominou o trabalho escravo negro. Eles foram também escravos domésticos, servindo seus senhores em suas casas, dedicaram-se ao trabalho de criação de gado e em todos as atividades para as quais fossem requisitados.
Na região mineradora, os escravos trabalhavam em busca de ouro e do diamante nos ribeiros, nas catas e nas grupiaras. Nessas regiões, foram também donos de venda e negras de tabuleiro.
Apesar do trabalho árduo dos escravos negros, a recente historiografia, apoiada em novas evidências documentais, desconstrói o mito do escravo “coisa”, uma mera mercadoria, sem personalidade e vontade próprias. Além disso, desmistifica a ideia de escravo “vítima” do sistema, baseado no “imaginário do tronco”.


Os escravos negociavam com seus senhores, tinham várias regalias e, muitos deles possuíam escravos. Ou seja, muitos escravos conseguiram, como agentes históricos que foram, encontrar formas de acomodação à escravidão. Aqueles que não conseguiram se acomodar, ou não quiseram faze-lo, buscaram formas para reagir contra a escravidão por meio da formação de quilombos, das fugas individuais, de assassinato de senhores, da feitiçaria e das tentativas de fazer eclodir revoltas escravas. Seja como for, acomodando-se ou não, os escravos negros agiram como sujeitos históricos e assim devem ser estudados.

12 comentários:

  1. Salas felizes é aqui que vocês deverão comentar nossas aulas deste conteúdo, não esqueçam de colocarem a série a qual pertecem, abraços

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  2. Érica gostei muito do texto, é tudo sobre o que você falou na sala de aula, mas uma coisa que achei muito interessante é que até hoje se ouve dizer que os índios eram ''preguiçosos'' e os bons de trabalho e que tinham maior resistência eram os africanos mas como você disse na aula, nas suas comunidades, os índios passavam dias seguidos sem dormir, caçando numa floresta cheia de perigos , plantavam fazendo buracos na terra com pedaços de pau e cortavam árvores grossas com machado de pedra, então os índios não eram ''preguiçosos'' como dizem,porque pessoas preguiçosas não fariam isso!

    Naira, 1°B

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  3. Isso mesmo Naiara, tudo isto é preconceito, e como vc mesmo disse o pior é que muita gente ainda acredita nisto.
    Abraços

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  4. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  5. Érica o texto é muito interessante fala sobre tudo o que você falou na sala de aula,mas a gente lendo o texto pode aprender um pouco mais sobre "ESCRAVISMO COLONIAL".

    Regiane 1ºA

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  6. Aê Érica falou tudo, gostei, o texto é muito interessante e nos mostra como era a escravismo , do jeito que voce nos explica na sala,só que mais aprofundado no tema, lendo aqui entendi mais sobre "escravismo colonial"!
    Parabens pelo blog.

    Igor Ferreira 1ºA

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Érica gostei muito do texto,pois ele fala sobre a escravidão que houve no Brasil.O texto tambem relata sobre tudo que você falou na sala de aula.O texto tambem conta sobre como os escravos viviam naquela época e tambem muitos detales importantes.

    Lucas Amaral 1ºC

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  9. Érica,
    Primeiramente parabéns pelo blog, gostei muito do texto. O texto complementou tudo aquilo que você explico na sala, ficou mais fácil de compreendermos a matéria, que a final é muito importante falar sobre a escravidão que foi um dos momento importanticimos para o nosso país.O texto fala como os escravos viviam naquela época, como era o Brasil naquela época.


    Beatriz Cristina., 1ºA

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  10. Eu gostei do texto e relata tudo o que vc falou na sala de aula.A implantação da escra­vidão como elemento chave da organização econômica das colônias atendeu as exigências do sistema capitalista nascente e de sua efetivação na periferia do Sistema Colo­nial, ou seja, a escravidão foi fundamental para a realiza­ção da acumulação do capital.
    Isabela Teixeira 1ºA

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  11. Érica,adorei o seu texto completou tudo o que você disse na sala, fala tudo bem resumido sobre a historia dos escravos africanos tudo que aconteceu durate o tempo que viveram aqui ate serem livres. "Amei beijos"

    AMANDA MARTA 1ºA

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  12. Bom gente fechamos este tema com uma pequena avaliação esta semana, creio que este texto realmente tenha sido uma ferramenta util em nossas ultimas aulas.
    Abraços a todos....

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